Antioxidantes na alimentação e em cápsulas

Reforço em cápsulas

antioxidante-saude-mulherVocê vive estressada, abusa do sol, fuma e se expõe frequentemente a ambientes poluídos? Esses agentes agressores aumentam a produção de radicais livres e, por isso, talvez você precise recorrer aos suplementos antioxidantes. De qualquer maneira, é importante mudar o estilo de vida, adotando hábitos mais saudáveis. "Do contrário, nem doses extras dessas substâncias dão conta dos estragos na pele e na saúde em geral", avisa Marcelo Bellini, dermatologista de São Paulo.

Ele recomenda ainda reduzir o consumo de gordura saturada e evitar o excesso de bebida alcoólica. A Imeeden, a Innéov, uma empresa da união da Nestlé com a L’Óreal, a Nutricé, a Rennovee, da Nutrilatina, e a Sundown Naturals são algumas das marcas que oferecem suplementos antioxidantes com foco em melhorar a condição da pele, combatendo flacidez, rugas e até manchas.

A maioria é rica em licopeno, ômega 3 e vitaminas C e E. Apesar de vendidas sem restrição nas farmácias, o ideal é consultar seu nutricionista, nutrólogo ou dermatologista para saber qual é a mais indicada para o seu caso. Munida de uma receita médica, você também pode manipular cápsulas em farmácias especializadas. "Essa opção oferece a vantagem de o profissional determinar a combinação de ativos de acordo com a necessidade de cada paciente e na dose adequada", completa Bellini. No último congresso da Academia Americana de Dermatologia, o Polypodium leucotomos foi o ativo de destaque. "Extraído de uma samambaia da América Central, é o primeiro antioxidante usado em cápsula manipulada com ação fotoprotetora comprovada cientificamente", diz a Karla Assed, dermatologista do Rio de Janeiro. Significa que ele funciona como um coadjuvante do filtro solar, diminuindo os danos dos raios ultravioleta provocados na pele e, com isso, preserva a capacidade dos fibroblastos em produzir colágeno. Esse antioxidante também é usado em cremes.

Antioxidantes em potes

Adicionar antirradicais livres aos cosméticos é outra tendência, aqui e lá fora. A vitamina C é um caso antigo, mas vem sendo usada em doses mais concentradas ou combinada a outros ativos, como o colágeno. "O extrato de romã e o de chá verde também estão na lista de antioxidantes de uso tópico", diz Karla Assed. Ácido ferúlico, alistin, coffeeberry, OTZ10 e ascorbosilane C também são grandes apostas para proteger e recuperar a pele dos danos provocados pelos radicais livres.

Reforço para emagrecer

No livro The O2 Diet (ainda sem tradução para o português), a autora, a nutricionista americana Keri Glassmann, propõe um programa alimentar que, no lugar de determinar a quantidade de calorias, leva em consideração a ação antioxidante de cada alimento. Isso significa que as substâncias antirradicais livres prometem ser também uma boa aposta contra os quilinhos extras. Montar um cardápio com esse formato não é difícil. "O segredo é caprichar nas porções de verduras, legumes e frutas", orienta a nutróloga carioca Tamara Mazaracki, especializada em medicina antienvelhecimento.

Vitamina C concentrada

Se você costuma lembrar desses alimentos na hora de montar o prato, faz parte de uma minoria. De acordo com um estudo da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), em Piracicaba (SP), a dieta do brasileiro é carente em substâncias como a vitamina C, considerada um dos mais importantes antioxidantes. O consumo diário não chega a 60 miligramas, a recomendação mínima, enquanto existe uma vasta oferta de alimentos riquíssimos nesse nutriente. Brasileiríssima, a acerola oferece 1676 miligramas de vitamina C em uma porção de 100 gramas - 40 vezes mais que a laranja, outra fruta capaz de reforçar nossas defesas contra as moléculas inimigas.

Mais aliados

Fora do país, o potencial antioxidante da acerola não passa despercebido. Existe a estimativa de que, em média, são lançados 278 novos produtos (alimentos, suplementos e cosméticos) com acerola por ano no mundo. E a gente tem o privilégio de comprar essa frutinha na feira ou no supermercado, fresca ou congelada. Rica em ácido elágico, outro potente antioxidante a favor da pele, a romã também merece fazer parte da lista de alimentos antirradicais livres, assim como amora, mirtilo (blueberry), framboesa e morango. Essas frutinhas vermelhas carregam uma outra turma de antioxidantes, as antocianinas. Elas são mais difíceis de serem encontradas no mercado o ano todo, mas isso não é problema: há muitas opções para você montar um cardápio antioxidante completo e variado Aproveite ainda a força dos cremes antioxidantes e, se necessário, recorra às cápsulas com doses extras de substâncias que reforçam suas defesas, aumentam o pique e adiam a chegada das ruguinhas.

Antirradicais livres no prato

Um mesmo alimento pode ter mais de um antioxidante, além de vitaminas e minerais que facilitam sua absorção e utilização. "De qualquer maneira, é importante variar as escolhas", orienta Tamara Mazaracki. Assim, você contempla o organismo com diferentes tipos de antirradicais livres. Mas tenha cuidado com algumas parcerias que não funcionam: zinco (frutos do mar) e ferro (feijão, fígado), por exemplo. "Consumidos juntos, esses minerais com ação antioxidante competem entre si, perdendo a eficácia", avisa Andrea Uzeda, nutricionista da Clínica Dicorp, no Rio de Janeiro. Evite também zinco e cálcio (leite, iogurte). Boas parcerias são: vitamina C (acerola, laranja) e ferro; e vitamina C e selênio (castanha-do-pará). Conheças as principais fontes de antioxidantes para montar um poderoso cardápio antirrugas.
Vitamina A: abóbora, batata-doce, beterraba, brócolis, cenoura, couve, damasco seco, espinafre, fígado, manga, melão, ovo, papaia e ervilha.
Vitamina C: acerola, brócolis, caju, couve, espinafre, kiwi, laranja, limão, manga, melão, morango, papaia e tomate.
Vitamina E: arroz integral, amêndoa, amendoim, castanha-do-pará, gema de ovo, gérmen de trigo, milho, óleos vegetais (soja, milho e algodão) e semente de girassol.
Ácido elágico: frutas vermelhas, nozes e romã. Antocianinas: alface roxa, amora, açaí, ameixa vermelha, berinjela, cebola roxa, cereja, framboesa, goiaba, jabuticaba, morango e repolho roxo.
Bioflavonoides: frutas cítricas, nozes e uvas escuras.
Catequinas: chá verde, morango e uva.
Isoflavona: semente de linhaça e soja.
Licopeno: goiaba, melancia e tomate.
Ômega 3: atum, cavalinha, salmão, sardinha, sementes de chia e de linhaça e óleos vegetais.
Polifenóis: frutas vermelhas, frutas secas, cereais integrais, cebola, chá verde, maçã, nozes, soja, tomate, uva roxa e vinho tinto.
Resveratrol: cacau, uva roxa e vinho tinto.
Selênio: aveia, aves, amêndoa, castanha-do-pará, fígado, frutos do mar, nozes, peixes semente de girassol e trigo integral.
Zinco: aves, carnes, cereais integrais, feijões, frutos do mar, leite e nozes.

Fonte: Boa Forma

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